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Fala, pessoal. Tudo em ordem?
Eu sei, estou em falta por aqui. É que aconteceu muita coisa que precisei resolver neste período, fora a Copa do Mundo que ocorreu também, mas agora tudo parece voltar ao normal. Infelizmente…
A vitória da Espanha sobre a Argentina por 1 a 0 neste domingo encerra uma edição de Copa do Mundo que teve, ao todo, 48 seleções e três países sede (embora os Estados Unidos tenham ficado com a maior parte dos jogos importantes, incluindo a final). Encerra também, dizem, a passagem de Lionel Messi pelo evento: considerado por muitos o melhor jogador de futebol depois do Pelé e, até ontem, detentor do recorde de mais gols feitos em edições de Copa do Mundo (o francês Mbappé o ultrapassou, mesmo tendo perdido o terceiro lugar pra Inglaterra num inesperado 6 a 4).
Também encerrou, dias antes, a passagem de Cristiano Ronaldo pela seleção de Portugal. Cristiano, vale lembrar, considerado por muitos o melhor jogador de futebol depois do Messi. Saiu da mesma forma que chegou: sem dar a seu país uma Copa (coisa que o Messi ainda conseguiu fazer pela Argentina em 2022).
Muitos outros bons jogadores também fizeram desta Copa de 2026 a sua última: o goleiro Ochoa do México, o Modric da Croácia, o James Rodrigues da Colômbia… E vamos colocar nessa lista também o Neymar da Seleção Brasileira, embora ele só tenha ido com a delegação pra levar a família pra Disney e revelar que seria pai de novo. Até o Galvão Bueno, que é narrador, optou por pendurar o microfone nesta edição estando em outra emissora…
A Copa mostrou, inclusive, que o Brasil deixou de ser um gigante e virou só um gordo espaçoso no cenário do futebol mundial. Os jogadores perderam a tal da raça que era o diferencial da seleção pentacampeã e se comportam, dentro e fora de campo, como amadores no esporte. O fato de muitos deles jogarem na Europa deveria, em tese, deixá-los mais preparados para enfrentar e vencer as seleções de lá. Pelo contrário: deixou eles mais idiotas com a bola nos pés e deslumbrados.
A tentativa de jogar as esperanças de um eventual hexa num Neymar incapaz fisicamente de atuar contra grandes seleções já devia ter sido visto pela maioria como evidência de que a Seleção Brasileira só passaria da fase de grupos e, no máximo, sucumbiria nas quartas de final (como já vinha fazendo). Os outros devem ter confiado muito nessa possibilidade também, pois conformados com seus milhões de euros mensais pra enganar gringo chutando uma bola, nem sequer se esforçaram o suficiente pra não caírem perante a Noruega nas oitavas de final. Se é pra sair cedo da festa por má vontade, é mais decente nem ir a ela. Que tal o Brasil não se classificar pra Copa de 2030? Poupe os brasileiros disso…
Ano de Copa também culmina com ano de eleição presidencial e, se tem uma coisa que vem me dando nojo nos últimos anos, é eleição. Vagabundo tendo que vir contar mentira, um ladrão apontando o dedo pro outro e você ainda tendo que ser obrigado a escolher um deles. Ô raça desgraçada é a de político…
As enormes filas num dia de domingo pra entrar numa escola (em dia ensolarado então), pra entrar numa sala, digitar um número numa urna coberta por um papelão pra, no fim da noite, descobrir quem é que irá lhe roubar e mentir na sua cara pelos próximos quatro anos. E o pior: você nem pode chamá-lo daquilo que ele é, mesmo tendo votado nele, pois estará atacando sua honra. Vá à merda… É por isso que eu nem me dei ao trabalho de mudar o domicílio eleitoral do meu título de eleitor (mesmo morando agora em outra cidade) e nem vou votar. Passado o prazo, pago a multinha e tá tudo resolvido. No dia, irei ao cinema ou ficarei somente em casa.
Mas ainda falando em coisas ruins que teremos que encarar após a Copa do Mundo, os torcedores precisarão voltar a acompanhar os seus times nas ligas nacionais e continentais que disputam. Vocês imaginam então pra mim, torcedor do São Paulo, como não vai ser duro passar raiva no Brasileirão e na Copa Sul Americana…
E só pra encerrar esse texto com um pouco de alegria: eu vi que o Flaco Lopéz estava na seleção da Argentina. Talvez isso explique a derrota pra Espanha (além do gol do Ferrán Torres, é claro): onde tem Palmeiras, não tem Mundial.
E é só isso. Voltemos à vida (e ao futebol) normal.
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